quarta-feira, maio 09, 2012


Confusão

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Olha só como os dias parecem iguais, como os sentimentos são os mesmos; não vou enrolar, o que eu quero dizer realmente (eu também poderia gritar isso enquanto estivéssemos tendo mais uma daquelas brigas infantis e que terminam sempre com um pedido de desculpas alguns dias depois, mas eu não quero esperar, e eu não quero te fazer ouvir o que eu tenho à dizer desse modo), é que eu odeio essa garota insegura que você fez surgir em mim, e, também, o fato de não saber direito o que fazer e, por isso, ficar esperando sua própria atitude. De verdade, eu não queria ser tão indecisa e muito menos contraditória, mas vou logo avisando que a culpa é sua,eu tenho certeza que eu quero você e você, bem, você não parece fazer a mínima ideia do que quer
E se é pra ser sincera, por que não ser logo de uma vez? Eu odeio muitas coisas em mim que estão relacionadas à você, de verdade, não precisa olhar pra mim com essa sobrancelha arqueada e esse sorriso zombeteiro no rosto como se tudo que eu estou dizendo fosse brincadeiraEu adoraria que esse fosse apenas mais um daqueles nossos joguinhos de indiretas e frases de duplo-sentido, odeio admitir que adoraria que você acabasse com minhas incertezas sussurrando no meu ouvido que me queria ao seu lado, na sua cama, pra nós esquecermos juntos do mundo além das quatro paredes. Aliás, fique sabendo que eu odeio isso também, essa sua mania de acabar com meus momentos de raiva apenas com algumas palavras, de colocar um sorriso no meu rosto quando eu quero mostrar o quão chateada estou.Não é justo comigo.
Não suporto essa falta de coerência que você provoca. Muito menos essa necessidade que eu tenho de falar e estar contigo, essa saudade que eu sinto toda vez que não te tenho por perto. Não é saudável. Talvez seja até um pouquinho masoquistaescutar as músicas que escuto, escrever os textos que escrevo, continuar lembrando de cada mínimo detalhe das nossas conversas e até criar alguns diálogos que, eu sei, nunca vão acontecer. Um pouquinho mais por eu reler as mensagens de texto, os históricos do messenger, fuçar seus tweets e suas atualizações no facebook.
Tá vendo a fragilidade e a vulnerabilidade por trás de cada uma dessas palavras? Eu odeio isso também, e deveria te odiar por ser a causa disso, mas não consigo. A verdade é que eu odiaria não me sentir assim, odiaria se você fosse como os outros e não me provocasse nada. Eu odiaria que você fosse apenas mais um. 

P.S: Oi, gente. Quero pedir desculpas mais uma vez por ficar tanto tempo sem postar. Eu disse no meu primeiro posts que tentaria manter o blog e não abandonar (ele não seria mais um dos meus projetos iniciados e sem fim). Dessa vez o que aconteceu foi realmente vontade de deixar o IC de lado. Mas, a cada dia, minha vontade de postar estava aumentando, então aqui estou eu de volta e pronta pra atualizar o blog mais vezes. Ahhhh, faz dois dias que fiquei mais velha (19, aqui estou eu). O post de hoje é mais um dos textos gigantes que eu adoro escrever, mesmo que eles fiquem sem sentido. Já tenho bastante ideia do que está por vir, então aguardem pelas mudanças. É isso, espero que vocês entendam e me desculpem. Beijos.

2 comentários:

Larie disse... [Responder Comentário]

Estava vivendo algo parecido com isso (a necessidade das palavras dele o tempo todo), mas ele se entregou um dia desses. Bandeira branca para os dois, agora nos jogamos juntos nessa coisa de vez. :) Texto bacana!

Beijo. :)

Esvazie-se disse... [Responder Comentário]

@Larie Eu odiei me sentir assim, eu gosto de ser uma garota segura das coisas, de saber onde estou pisando e tudo mais, sabe? Não sei se você é assim também, mas que bom que tudo, no final das contas, deu certo! Obrigada pelo comentário e fico feliz que tenha gostado. Beijos.

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